Em 2016, as pessoas preocupam-se mais do que nunca com o seu corpo e com comer de forma saudável. Uma tendência evidente no sector da restauração, onde abrir um restaurante com uma filosofia mais greenestá a tornar-se uma necessidade; pois os clientes agora preferem:

  • Menos quantidade de açúcar refinado. 64% dos consumidores em Itália reduziram o seu consumo. Em Espanha este valor atinge os 63% e em França os 59%.
  • Produtos naturais, sem aditivos ou pouco processados. Os consumidores estão mais atentos à composição dos alimentos que compram.
  • Produtos frescos e de proximidade. As pessoas querem saber a origem dos ingredientes. Quanto mais próximo estiver o fornecedor, melhor.
  • Menos proteínas de origem animal e mais de origem vegetal. O melhor hambúrguer de 2015, é uma receita vegan.
  • Preferência por estabelecimentos ecológicos. Os restaurantes que se preocupam com o meio ambiente e que têm políticas de reciclagem são os melhor acolhidos.

Isto torna-se evidente na sondagem realizada por pelo TheFork nos finais de 2015, onde se verificou um aumento nas reservas feitas em restaurantes saudáveis.

O Relatório global de tendências alimentares de 2016, realizado pela empresa Mintel, assegura que as pessoas estão a mudar a sua forma de se relacionar com os alimentos e que “Os desastres naturais, os meios de comunicação e a conectividade está a ter, mais do que nunca, uma grande influência nos hábitos alimentares, tanto de comidas como de bebidas”.

Sendo assim, se o mundo muda… os restaurantes adaptam-se.

thefork Abrir um restaurante saudável Érika SilvaAs pessoas movem-se por interesses, e os restaurantes devem preocupar-se com isso. Devem ter este tipo de produtos porque assim dita a procura. Sendo importante salientar a sua existência na web, na ementa, e junto dos empregados de mesa. Comenta Érika Silva, especialista em marketing gastronómico, para quem a moda de abrir um restaurante saudável veio para ficar.

Outro fator que teve influência, especialmente na Europa, foi o aumento do número de alérgicos no continente, e a aprovação da lei sobre alérgenos em 2014, que exige às empresas informar os clientes de todas as substâncias presentes nos seus pratos e, como é evidente, ter um maior cuidado com o que se cozinha. Por este motivo, os restaurantes começaram a oferecer alternativas sem glúten e sem carnes processadas, como parte das suas estratégias de venda perante este segmento de clientes que necessita de cuidar da sua alimentação.

Abrir um restaurante saudável

São muitos os negócios deste estilo , que hoje em dia têm êxito. Basicamente, levaram a cozinha tradicional a outro nível, incorporando ingredientes, técnicas e uma cultura empresarial mais ecológica. Hoje em dia é importante satisfazer os clientes, não só através do paladar, mas também através do seu estilo de vida. Sem qualquer dúvida, que estes só têm a ganhar:

Stedsans em Copenhaga

thefork Abrir um restaurante saudável stedsandsUm bom exemplo de um restaurante sustentável. O local está situado num terraço com 600 m2 rodeado por uma grande horta urbana. A comunidade pede os produtos que deseja consumir, no Stedsans colhem-nos e convertem-nos na sua oferta gastronómica. Simples, colaborativo e sustentável. Uma estratégia de marketing e uma filosofia de empresa, dirigida à satisfação das necessidades dos seus principais clientes.

Flax and Kale em Barcelona

thefork Abrir um restaurante saudável flakes and kaleQueremos alimentá-lo melhor, para que seja mais feliz e possa viver mais anos com uma saúde de ferro”, nem mais nem menos é o que promete este restaurante na sua web. Teresa Carles é a sua criadora, especialista e pioneira na cozinha de produtos vegetais em Espanha desde 1979. Na sua oferta culinária cuida principalmente da qualidade dos ingredientes e dos nutrientes que possuem, criando o conceito de cozinha flexiteriana, com 80% de produtos de origem vegetal e 20% de peixe azul. Em contraste com um ambiente supermoderno, ao melhor estilo dos restaurantes da grande maçã.

L’Arpège em Paris

thefork Abrir um restaurante saudável larpegeÉ um restaurante de alta cozinha cuja especialidade são os legumes que oferece, só produtos ecológicos e de temporada, cultivados nas suas próprias hortas. O seu proprietário, o reconhecido chefe de 3 estrelas Michelin, Alain Passard, desenvolve a sua paixão e respeito pela natureza, dando vida a um dos restaurantes bio mais emblemáticos de Paris. O seu jardineiro principal, explica o processo neste vídeo.

Sweetgreen nos EUA

la-fourchette-creer-restaurant sain-tendance-sweetgreenTrês universitários , tinham uma necessidade em comum: Comida rápida e saudável, e como no mercado não existia, decidiram abrir um primeiro restaurante de acordo com os seus hábitos. O resultado é que atualmente, são os donos de uma empresa multimilionária, que desenvolve um novo modelo de negócio de comida rápida, fresca, orgânica e local. Também oferecem aos seus fãs foodies, festivais de música alternativa onde chegam a participar mais de 25 mil pessoas, e organizam um programa nas escolas locais, dando palestras sobre a alimentação saudável. Mais que uma cadeia de restaurantes, é uma “Lifestyle Company”.

Até no Ikea, onde descobriram que os seus clientes passavam grande parte do tempo nas suas cafetarias, também tiveram que se adaptar e oferecer uma versão vegetal das suas famosas almôndegas.

Desta forma, podíamos afirmar que abrir um restaurante de comida saudável é hoje em dia um negócio rentável e com uma perspetiva de crescimento a longo prazo. Os clientes pedem locais onde possam comer melhor e o sector oferece cada vez mais opções. Será o seu restaurante uma destas opções?

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