Siga as novas tendências na Europa para a gestão do seu restaurante

30 Novembro 2015

Atualmente, a gestão de um restaurante não se limita a oferecer pratos de qualidade e um bom serviço. As novas tendências da restauração europeia incidem, mais do que nunca, no cliente, com um interesse pela gastronomia nunca antes demonstrado, o que leva a que a tecnologia se imponha como a forma mais prática e natural de levar a bom termo todos os processos.

Um bom exemplo para definir este conceito é o restaurante basco Azurmendi, que venceu o prémio de melhor restaurante da Europa relativo a 2015, porque tem em conta estes fatores ao dar prioridade absoluta aos seus convivas, dedicando-lhes uma atenção personalizada, com total simplicidade, muita transparência e num edifício surpreendente, sustentável e bioclimático, com tecnologia de ponta.

Assim, quer esteja a abrir um restaurante, quer pretenda atualizar o seu estabelecimento, apresentamos algumas tendências interessantes que, com certeza, lhe servirão de inspiração:

Preferência por produtos ecológicos

Estamos cada vez mais conscientes do impacto que a nossa alimentação tem na nossa saúde e o que as nossas ações têm no planeta, como se o planeta e o nosso corpo fossem um único, sendo nosso dever cuidar dos dois da mesma forma.

A procura de pratos confecionados a partir de produtos ecológicos, produtos locais, da época e muito frescos está, portanto, a crescer. Além disso, se forem servidos em espaços onde estes conceitos são levados à letra, com instalações que respeitam o ambiente, ainda melhor.

Agora, os consumidores são «foodies», amantes do bom comer. Estão todos tentados a cozinhar como o chefe da televisã que experimenta novos ingredientes, mas, sobretudo, transmite uma imagem muito saudável.

Está na moda o vinho natural, não corrigido, produzido em vinhas sem tratamento artificial e com sabor natural.

Cada vez mais, é necessário oferecer alternativas sem glúten, sem lactose e adaptadas aos vegetarianos.

Na gestão de um restaurante, a relação de confiança com a clientela assume uma grande importância.

Bem-vindo a casa

O cliente deixou de ser apenas um cliente e passou a ser um convidado que deve ser tratado como tal. A naturalidade impõe-se, as etiquetas desaparecem e o mais importante é oferecer um prazer gastronómico a quem está disposto a aproveitá-lo.

O chef expõe-se. Cozinha num balcão para os seus convidados. Chega mesmo a deslocar-se às suas casas. Graças a aplicações, é agora possível reservar os serviços de um chef de alta cozinha, como o espanhol Macarena de Castro ou o inglês Marc Fosh, que levam as suas estrelas Michelin até às cozinhas dos particulares com apenas alguns cliques. Grau de separação: Zero.

As refeições de alto nível chegam às ruas, apresentadas em carrinhas tradicionais. Uma versão ambulante e rápida do restaurante. E esta moda não parece ser passageira. Devido à sua comodidade, as «food trucks», originárias de Nova Iorque, são uma opção cada vez em maior crescimento.

No que respeita à atmosfera envolvente, parece que a regra é a simplicidade. No caso do Noma em Copenhaga, considerado o melhor restaurante do mundo em 2014, este facto é evidente. Na realidade, este restaurante oferece uma experiência sem toalhas de mesa nem decorações, mas com muita madeira, pedras e uma iluminação suave. Enquanto as técnicas vão despertando menos interesse, o conceito artesanal ganha protagonismo.

Curiosidade no pequeno formato

Está a aumentar a tendência para a diversidade. Os clientes pretendem degustar vários pratos, diferentes opções e sabores. Essa é a razão por que o formato «tapas» está a tornar-se na melhor opção, não apenas em Espanha, onde é uma tradição, mas também na Europa e nos Estados Unidos. A justificação é a seguinte: a curiosidade de se aventurar a degustar pequenas quantidades de muitas coisas. Pequenos pratos com pequenas degustações são cada vez mais apreciados.

Além disso, degustar um pouco aqui e ou pouco ali incita à partilha.  É também uma tendência que, atualmente, está muito na moda.

Fusão culinária

E que especialidades são confecionadas? As bases tradicionais predominam, completadas com ingredientes de outras origens. A América Latina e a Ásia são as maiores fontes de inspiração.

Pimentos, sementes de sésamo, algas, água de coco e caril são temperos quase diários. Até os insetos começam a aparecer em tipos de cozinhas que nada têm que ver com a cozinha mexicana, onde são consumidos desde a época dos Astecas.

Está igualmente a observar-se um regresso ao caráter primitivo do fogo, com a  cozedura na brasa. Trata-se de uma técnica que chega aos restaurantes da alta cozinha para se saborear este gosto da natureza.

De qualquer das formas, o que importa é que o prato provoque desejo quando é visto e êxtase no palato, para se transformar num autêntico «#foodporn».

Pratos «trendy»: A pizza, as almôndegas, os gelados, o hambúrguer e a couve voltam a estar na moda. Aumento da tendência das refeições «Bitter» ou de sabores mais amargos.

País «trendy»:

Espanha: Mantém-se no topo do mercado europeu numa época Pós Bulli sempre em efervescência.

Alemanha: Segundo país com o maior número de estrelas Michelin.

Helsínquia: Atualmente, uma cidade muito «foodie». Pela autenticidade da sua cozinha, suscita o fascínio pelos pratos estranhos vindos do frio.

A gestão de um restaurante que possa perdurar no tempo é, cada vez mais, uma questão de bom senso e de abertura relativamente a estas novas tendências. O segredo consiste em prestar atenção ao que o «Foodie» procura, ao que lhe dá prazer, ao que o surpreende, dar-lhe atenção e propor-lhe produtos com a maior espontaneidade possível. Se acrescentarmos ainda a criatividade e a inovação, obteremos a fórmula perfeita para ter sucesso, no presente e num futuro próximo.

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